Praça José Aguinaldo Orlandi
(Lei nº 1.894, de 22 de agosto de 2000, da vereadora Terezinha de Lourdes da Silva Terçariol)
José Aguinaldo Orlandi nasceu em 28 de fevereiro de 1932, no bairro rural Água das Três Ilhas, em Palmital. Filho dos imigrantes italianos Luciano Orlandi e Angela Beloto, era o quinto de oito irmãos. Conhecido pelos amigos e vizinhos como “Guinardo”, cursou até a 3ª série do Ensino Fundamental e, desde criança, ajudava a família nos trabalhos da lavoura de café.
Durante as horas de folga, auxiliava no transporte dos grãos em carroção puxado por bois e, ao final da tarde, ajudava a apartar o gado para a ordenha do dia seguinte. Essa rotina fez com que desenvolvesse, desde cedo, uma forte ligação com o campo e com a vida rural de Palmital.
Aos 14 anos, começou a se interessar pela música. Nas tardes de domingo, reunia-se no campo de bocha com os primos e os filhos dos colonos, onde tocava viola, cantava e participava das partidas de bocha, em momentos de lazer e convivência comunitária.
Aos 18 anos, mudou-se para a área urbana de Palmital, onde prestou o Tiro de Guerra. Na mesma época, tornou-se sócio da oficina Paludetto Orlandi, local em que aprendeu a trabalhar com madeira e demonstrou habilidade na fabricação de móveis e na construção de carrocerias para charretes e caminhões.
Aos 21 anos, casou-se com Magdalena Gonçalves e retornou à zona rural, voltando a trabalhar na lavoura de café. Dessa união nasceram os filhos Angela e José Reinaldo.
Com o encerramento do ciclo do café e o avanço de novas culturas agrícolas na região, José Aguinaldo esteve entre os pioneiros no cultivo de soja e trigo em Palmital. Sua atuação contribuiu para a expansão da agricultura e para a geração de empregos, beneficiando trabalhadores rurais e funcionários que residiam em suas propriedades.
Seus filhos se casaram e lhe deram cinco netos: Thiago, Hugo, Camila, Phelipe e Aguinaldo Neto. José Aguinaldo foi lembrado por sua família como um pai moderno, arrojado, sonhador e profundamente dedicado aos seus familiares.
Ao longo de sua vida, deixou boas lembranças entre parentes, amigos, vizinhos e trabalhadores que conviveram com ele. Sua trajetória foi marcada pelo trabalho, pelo espírito empreendedor, pela dedicação à agricultura e pela contribuição ao desenvolvimento do município.
Em reconhecimento à sua história e aos serviços prestados à comunidade, seu nome foi atribuído à praça localizada na quadra 390, lote 1, no Jardim Montreal, por meio da Lei nº 1.894, de 22 de agosto de 2000.