Centro de Convivência do Idoso Eloy Atanis Garcia
(Lei nº 1974 de 22 de outubro de 2002, dos vereadores José Antonio dos Santos, Reinaldo Custódio da Silva e Miguel Bueno Vidal)
Nascido em julho de 1926, na cidade de São Paulo, Eloy Garcia viveu uma vida dedicada a sua cidade adotiva, Palmital. Sua jornada teve início quando, ainda criança, mudou-se para Garça, onde permaneceu até os 10 anos de idade. No entanto, a trajetória de sua família o trouxe para Palmital na década de 1930, quando seu pai, Antônio Evaristo Garcia, foi designado para trabalhar na cidade pela empresa "Refinações de Milho Brasil".
Aos 14 anos, Eloy voltou para São Paulo para concluir seus estudos, mas regressou a Palmital dois anos depois. Nessa época, iniciou sua carreira ao lado de seu pai, trabalhando como ajudante de caminhão. Na juventude, Eloy se envolveu na compra e venda de cereais, uma atividade que o ocupou até seu ingresso na política.
Em 1945, Eloy casou-se com Belchis Nascimento Garcia, com quem teve cinco filhos: Antônio Evaristo, Maria das Graças, Eloy Atanis, Paulo Celso e Márcia. Além da esposa e dos filhos, Eloy Garcia foi abençoado com seis netos e dois bisnetos.
Sua entrada na política aconteceu de forma inesperada. Durante um discurso do então candidato a prefeito Manoel Leão Rego em 1972, Eloy foi convidado a subir ao palanque. Foi nesse momento que Manoel Leão expressou seu desejo de que Eloy se tornasse candidato a prefeito de Palmital na eleição seguinte. Aceitando o desafio, quatro anos depois, Eloy Garcia venceu as eleições com mais de mil votos de diferença, como candidato da Arena, tendo Dú Leopoldino como vice, concorrendo com Albino Rainho, e Dr. Waldyr Faro (vice).
Eloy administrou a cidade durante seis anos (1977 a 1982) em uma época muito difícil, quando a arrecadação do município era muito pequena e impossibilitava a realização de muitas obras. Sua administração foi marcada pela profissionalização do serviço público, renovação da frota municipal com veículos e máquinas novas e a prestação de serviços para outros municípios.
Enquanto prefeito, Eloy Garcia deixou todos os seus negócios particulares para cuidar exclusivamente da administração municipal. Após quatro anos na prefeitura, houve ainda uma prorrogação de dois anos no mandato de todos os prefeitos para uma unificação das eleições municipais, estaduais e nacionais.
Nessa prorrogação, Eloy Garcia não queria continuar no cargo, pois em razão de sua dedicação aos interesses do município durante quatro anos, acabou abandonando seus negócios, sendo obrigado a se desfazer de propriedades para se manter. Com a pressão de companheiros políticos e a aprovação de uma lei que aumentou os salários dos prefeitos, o que fez com que Eloy tivesse melhores condições de manter sua família, ele aceitou permanecer no cargo por mais dois anos.
Em 1982, Eloy Garcia foi convidado pelo então governador do Estado de São Paulo, José Maria Marin, para trabalhar em uma Secretaria de Estado, porém recusou a proposta porque não queria deixar Palmital. Com a prefeitura estabilizada, os dois últimos anos do mandato de Eloy Garcia foram, segundo o próprio, os mais importantes. Concluiu as obras do Ginásio de Esportes, construiu o Centro Cultural, inaugurou uma nova escola estadual, asfaltou o bairro São José, melhorou a malha viária rural e adquiriu máquinas novas, renovou a frota municipal, instalou fábricas de tijolos, de tubos e de sarjetas, cujos produtos e serviços eram prestados a outros municípios. Construiu o Pronto Socorro Municipal, ao lado da Santa Casa, e reformou diversos prédios e escolas municipais.
Em 1981, Eloy recebeu uma homenagem da Organização Brasileira de Pesquisas e Promoções, reconhecendo sua "brilhante atuação administrativa" como um dos melhores prefeitos do Estado de São Paulo. Depois de seu mandato como prefeito, continuou a servir à comunidade, sendo eleito vice-prefeito em 1992 na coligação liderada por Marilena Tronco.
Eloy Ataniz Garcia, uma figura política de destaque na história de Palmital, acumulou um total de 10 anos de serviço público como prefeito e vice-prefeito. Ele faleceu aos 76 anos em abril de 2002, vítima de um ataque cardíaco, e recebeu uma homenagem em sua memória com a denominação do Centro de Convivência do Idoso "Eloy Atanis Garcia" na cidade. Seu legado como um líder dedicado à comunidade continua a ser lembrado e celebrado em Palmital.
Crédito para o livro: "Palmital Centenária - Dos picadões à internet - 1920-2020", do jornalista Cláudio Pissolito.