Praça Dona Egídia
(Lei Estadual nº9205 de 28 de dezembro de 1965)
Egídia Maria Theodoro, mais conhecida como Dona Egídia, nascida em São Manuel em 1891, mudou-se para Palmital, onde se casou com Serafim Emídio. Juntos, formaram uma grande família, com dez filhos, e estabeleceram-se inicialmente na região rural de Água da Aldeia. Posteriormente, a família fixou-se na área urbana de Palmital, onde Dona Egídia se tornou uma referência fundamental para a comunidade.
Parteira experiente e dedicada, Dona Egídia ajudou a trazer ao mundo centenas de palmitalenses, em uma época em que o acesso a hospitais e cuidados médicos especializados era restrito e caro. Seu trabalho, feito de forma voluntária e gratuita, não conhecia distinção de classe social, cor ou condição financeira. Ela estava sempre disponível para atender mulheres grávidas, oferecendo não só seu conhecimento técnico, mas também sua casa e seus cuidados durante todo o processo do parto e recuperação. Muitas vezes, Dona Egídia enfrentava longas distâncias, sob sol ou chuva, para assegurar que as mulheres de Palmital tivessem um parto seguro e digno. Seu trabalho era tão completo que, além de realizar o parto, ela cuidava do recém-nascido e da mãe até que ambas estivessem prontas para voltar às suas rotinas.
A confiança depositada por tantas famílias em suas mãos habilidosas e o carinho com que cuidava de todos fizeram dela uma verdadeira madrinha para a comunidade. Dona Egídia não era apenas uma parteira; ela era uma figura maternal, uma cuidadora de todas as horas, que oferecia segurança e conforto nos momentos mais importantes da vida de uma família.
Após sua morte, em 27 de janeiro de 1967, Dona Egídia foi eternizada na memória de Palmital. Em reconhecimento ao seu inestimável serviço à cidade, seu nome foi dado a uma praça localizada no coração da cidade, no cruzamento das ruas Mello Peixoto e Olegário Pinheiro Machado, um local de destaque, simbolizando a importância e o respeito que a comunidade sempre teve por ela.
Dona Egídia Maria Theodoro será sempre lembrada por nossa comunidade, uma mulher cuja dedicação e amor ao próximo transcendem o tempo. Sua história e seu legado vivem naqueles que ajudou a trazer ao mundo, e seu nome permanece como um marco de generosidade e serviço à comunidade.